Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

E assim nasceu a obra...

O Crime do Padre Amaro é considerado por muitos como a primeira obra importante do escritor Eça de Queirós.

 

Eça foi o criador de uma nova corrente de escrita, o “Realismo como nova expressão de Arte”, segundo a qual a criação de um romance se deveria basear na observação da realidade, no realçar da beleza e na manifestação do sentido de justiça.

 

Eça de Queirós escreveu este romance em resultado de um orgulho ferido, por se ter sentido desprestigiado pelo seu trabalho, perante uma assembleia de Senhoras da alta sociedade.

 

Nesta época, era frequente realizarem-se encontros sociais em casas de Senhoras da sociedade Leiriense, os quais contavam com a assídua presença do Sr. Vigário, Pároco da Sé.

 

Num destes encontros, uma das Senhoras solicitou a Eça que recitasse algumas das suas poesias, pedido a que o mesmo acedeu. Terminada a sua actuação, teceram-se alguns comentários pela assembleia presente. Destaca-se, no entanto, o facto de a actuação de Eça ter merecido, da parte do Sr. Vigário, comentários pouco abonatórios e sobretudo constrangedores para alguém que procurava cativar uma plateia de Senhoras, não tivesse o Sr. Vigário proferido o seguinte:

 

-  “Olhe, minha Senhora, isto de poetas são todos patetas.”

 

Desagradado, de orgulho muito ferido e como que num acto de vingança, Eça, ao arrepio dos axiomas em que a sua corrente literária se deveria basear, apressou-se a criar O Crime do Padre Amaro, baseando-se "Num realismo convencional" e "Na adivinhação", conforme a opinião de alguns escritores consagrados (Ramalho Ortigão e Oliveira Martins).

 

Este sentimento de orgulho ferido conduziu Eça a inspirar-se num escritor francês para a criação da figura moral do Padre Amaro. A figura física baseou-se na do então Prior dos Marrazes-Leiria, satirizando um pouco a Santa Madre Igreja.

 

 

Fonte:

  • RAMOS, Ruy de  Moura (2000), "Como nasceu o Crime do Padre Amaro, romance escrito em Leiria". Jornal de Leiria (suplemento), 19 de Outubro
Sentimo-nos: Curiosos
Publicado por Twice às 17:07
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